DAEV - Departamento de Águas e Esgoto de Valinhos

Projeto tem orçamento estimado em R$ 4 mi; objetivo é aumentar capacidade hídrica da cidade

Prefeita de Valinhos, capitã Lucimara, buscando recursos às obras junto ao Governo Estadual

Em reunião na manhã desta quinta-feira, 1º de julho de 2021, no Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) do Governo do Estado de São Paulo, a prefeita de Valinhos, Capitã Lucimara, intensificou o pedido para que o Estado possa apoiar a cidade no desassoreamento dos lagos que integram a Barragem João Antunes dos Santos, que alimenta a Estação de Tratamento de Água (ETA) I pela antiga adutora da Rocinha.

Quatro lagoas integram essa barragem, que recebe água dos córregos Bom Jardim e Iguatemi. No total, o Departamento de Água e Esgoto de Valinhos (DAEV) pretende desassorear uma área de mais de 19 mil m², num projeto inicialmente orçado em R$ 4 milhões. 

Na reunião, o superintendente do DAEE, Francisco Eduardo Loducca, e o chefe de Gabinete, Wanderley de Abreu Soares Junior, receberam a prefeita Capitã Lucimara em São Paulo. "É um investimento importante para Valinhos, que inclusive irá proporcionar ganhos na reserva de água, hoje prejudicada pelo assoreamento. Planejar é uma das ações mais efetivas para a gestão hídrica e ações importantes começam a sair do papel, como uma das prioridades em nosso plano de governo", afirmou a prefeita Capitã Lucimara.

O presidente do DAEV, o engenheiro Feliph C. Tordin, explicou que o projeto – elaborado pela equipe técnica do Departamento de Planejamento, Obras e Fiscalização, da autarquia – tem dispensa de outorga para realização do desassoreamento, conforme Portaria do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) nº 1.630/2017. 

Dentro da proposta o DAEV ainda quer realizar a análise de solo nos lagos compreendidos na barragem, sendo eles a lagoa 1, com área de 4,9 mil m²; a lagoa 2, com 1,55 mil m²; a lagoa 3, que tem 700m²; e a lagoa 4, que tem 13,5 mil m². O volume resultante será depositado em área da própria autarquia, que tem mais de 71,5 mil m².

Ao local ainda foi projetado um platô, que será direcionado ao plantio de mudas de espécies nativas da região. "Além disso, também há a intenção de posteriormente estruturar no local uma área que seja propícia ao desenvolvimento de ações educativas e com as finalidades histórico-ambiental, turísticas e que estimulem o desenvolvimento sustentável", falou Tordin.

Histórico

A Barragem João Antunes dos Santos abasteceu Campinas por muitos anos e foi comprada por Valinhos em 1955. A compra foi efetivada com base em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de longa batalha judicial contra o município vizinho.

O sistema – também conhecido como aqueduto – enviava a água até Campinas por gravidade e sem auxílio de bombas. Iniciada em 1876 e concluída em 1891 pelo engenheiro Robert Normaton, foi idealizado por Dom Pedro II para abastecer Campinas no século XIX.

A Barragem tem acesso pela Rodovia João Edenor Tasca e, no período de estiagem, tem vazão média de 100 litros por segundo. Durante o período de estiagem, a vazão média cai para 65 litros por segundo, tendo a diferença suprida pela Barragem Moinho Velho, localizada no bairro Ortizes.

 

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